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Futebol
Feminino: |
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Apesar
do futebol ser considerado por muitos um esporte agressivo e
exclusivamente masculino, a duras penas o futebol feminino vem crescendo e
mostrando o seu valor. Com representantes de todas as classes e credos, as
garotas buscam o devido espaço no mercado futebolístico, jogando bola
pra marmanjo nenhum botar defeito.
Mas
para entendermos o futebol feminino, vamos dar uma volta no passado e
descrever um pouco desta história.
Sobre
a aparição do esporte no Brasil, apesar de outras versões, a mais
defendida é que a primeira partida de futebol feminino foi realizada em
1921, entre as equipes das senhoritas catarinenses e tremembeenses,
realizada em São Paulo.
Entretanto,
o futebol de mulheres no Brasil não agradava às famílias conservadoras
que gerou a criação de um decreto-lei do Estado Novo, na década de 40,
proibindo a "prática de esportes incompatíveis com a natureza
feminina".
De
lá pra cá, outro fato inusitado aconteceu. Em 1965, durante a ditadura
militar, através da resolução número 7/65 do CND – Conselho Nacional
de Desportos foi proibida a prática do futebol feminino no Brasil, entre
outros esportes.
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Marta:
Melhor do mundo em 2006 e 2007
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Mia
Hamm: Melhor do mundo em 2001 e 2002
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Levou
tempo para mudar essa situação e a decisão só foi revogada em 1981. E
imediatamente após essa data, várias equipes e ligas foram sendo criadas
pelo Brasil, dentre elas a equipe carioca do Radar, que a partir de 1982
conquistou diversos títulos nacionais e internacionais. O Saad de São
Paulo também surgiu com força máxima, dando um toque especial de
rivalidade no esporte.
Já
em 1987 eram mais de duas mil equipes e quarenta mil jogadoras cadastradas
na CBF. Porém, em 1988, o Radar foi perdendo forças e investimento,
consequentemente, saindo do cenário junto com outros tantos clubes
femininos.
Em
1991, a FIFA organizou o primeiro campeonato mundial (Copa do Mundo
Feminino), realizado na China. E em 1996, a categoria foi incluída nas
Olimpíadas de Atlanta / EUA.
Por
fim, em 2007, durante os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, o
ministro do Esporte, Orlando Silva, se comprometeu a criar a liga nacional
de futebol feminino. A criação da entidade é uma reivindicação das
atletas que, na maioria dos casos, acabam optando por equipes estrangeiras
pela falta de uma entidade que gerencie a modalidade no País e a ausência
de campeonatos nacionais.
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Copa
do Mundo:
A
competição feminina, aos moldes do masculino, acontece a cada quatro
anos, e a idéia da competição surgiu durante a Copa do Mundo Masculina
de 1986 no México. A competição passou a ser realizada a partir de
1991, com a primeira sede na China.
O
momento mais famoso da competição e talvez de toda a história deste
esporte, foi quando a americana Brandi Chastain (foto ao lado), após converter o pênalti
na disputa do título em 1999 contra a China, tirou sua camisa e deslizou
de joelhos durante a comemoração.
Olimpíada:
Incluída
pela primeira vez em 1996 em Atlanta, o Brasil perdeu para a Noruega na
disputa de terceiro lugar, mesma colocação obtida quatro anos depois,
desta vez, sendo derrotada pela Alemanha.
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Brandi
Chastain - EUA x China (1999)
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Pretinha -
Brasil x EUA (2004)
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Em
Atenas, em 2004, uma final que marcou o esporte. Enfrentando a poderosa
equipe norte-americana na final, vários lances no mínimo curiosos
aconteceram.
A
seleção brasileira pressionava o tempo todo, impondo o ritmo do jogo sob
a adversária, porém, aos 39 minutos um jogadora dos Estados Unidos
passou a bola para sua companheira com o braço e na seqüência da jogada
o chute que resultou no primeiro gol do jogo, a arbitra não viu o lance
capital. 1 a 0.
Aos
28 minutos do segundo tempo, Pretinha (foto ao lado) marcou o gol de empate, resultado que
levou o jogo para a prorrogação. O Brasil pressionava o tempo todo, e
chegou a chutar duas bolas na trave dos Estados Unidos.
Inesperadamente,
antes do início da prorrogação, a arbitra torceu o tornozelo e teve de
ser substituída. Sua substituta, deixou de marcar um pênalti claro para
o Brasil num chute que foi cortado com as mãos pela zagueira dos Estados
Unidos. No segundo tempo da prorrogação, com um gol de cabeça, os
Estados Unidos avançaram no placar e conquistaram o ouro olímpico.
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EDIÇÕES
DA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO DA FIFA |
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ANO |
SEDE |
CAMPEÃ |
VICE |
3º
LUGAR |
4º
LUGAR |
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1991 |
China |
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1995 |
Suécia |
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1999 |
EUA |
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2003 |
EUA |
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2007 |
China |
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RESULTADOS
DO FUTEBOL FEMININO NAS OLIMPÍADAS |
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ANO |
SEDE |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
4º
LUGAR |
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1996 |
Atlanta |
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2000 |
Sydney |
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2004 |
Atenas |
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2008 |
Pequim |
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Brasil x Uruguai |

Brasil x EUA |

Brasil x Alemanha |
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Fontes:
Revista
Veja - http://veja.abril.com.br/101007/p_080.shtml
CASTELLANI
FILHO, L. Educação Física no Brasil: a história que não se conta.
Campinas; Papirus, 1991.
UOL
Esportes - http://esporte.uol.com.br/olimpiadas/ultimas/2004/08/26/ult2255u145.jhtm
Brasil
tem 750 jogadoras e a China, 23 milhões. O Estado de São Paulo, p.5,
1996.
Agência
Câmara (Redação) - http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=122709

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